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Como agir em caso de alergia a medicamentos.


Da mesma forma que reações a alimentos ou outros agentes externos, a alergia a medicamentos é uma manifestação de hipersensibilidade do sistema imunológico. No caso, o corpo reage a componentes que, em princípio, não deveriam ser nocivos ao organismo.

Pessoas com asma brônquica ou rinite alérgica, por exemplo, têm mais chances de serem alérgicas a certos remédios. Saiba como identificar o problema e evitar acidentes.

Reconheça uma alergia a medicamentos

Segundo o Dr. Luiz Vicente Rizzo, médico alergista do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo-SP, na maioria das vezes apenas o contato com os remédios revela a alergia. Porém, como os medicamentos se dividem em classes, é possível que a pessoa consiga prever uma reação alérgica para outras drogas da mesma categoria.

O profissional exemplifica: quem é alérgico à penicilina tem uma boa chance de também apresentar essa reação à amoxacilina, embora não seja uma regra para todos. Além disso, pacientes com doenças que afetem os sistemas imunológico ou metabólico também podem se tornar atópicos, ou seja, propensos a alergia.

A reação ocorre porque o sistema imunológico pode confundir substâncias inofensivas, caso dos remédios, com invasores. Assim, ele cria anticorpos para destruí-los, as chamadas imunoglobulinas da classe E. Quando a pessoa alérgica faz novos contatos com agentes externos, os anticorpos responsáveis pela confusão reconhecem alguma substância e a atacam.

Os sintomas da alergia a medicamentos, explica o alergista, podem variar de urticária a choque anafilático. Ainda, passam por diarreia, vômitos, dores em locais diversos e edema nos lábios, nos olhos e em outras partes do corpo.

Essas são as respostas de hipersensibilidade do tipo 1. Existem outros tipos, cujas respostas podem variar: úlceras nas mucosas e na pele, granulomas (caroços), sangramento e até insuficiência renal.

Como agir em casos de alergia a medicamentos

Toda reação inesperada após o uso de qualquer medicamento deve ser levada para observação imediata num serviço hospitalar. O histórico clínico do paciente e informações sobre seu consumo medicamentoso são importantes para definir o diagnóstico e o tratamento mais adequado.

Ainda, exames clínicos e testes alérgicos podem ser utilizados para esclarecer os motivos pelos quais a alergia se manifesta.

O primeiro passo é interromper o uso do remédio suspeito de causar a reação. Nesse caso, o alergista vai prescrever um substituto de princípio ativo diferente. Se houver choque anafilático, a emergência pode utilizar adrenalina para que o paciente retome a respiração e a pressão arterial normais.

Em referência aos medicamentos que mais causam alergias, Dr. Rizzo afirma que há um grande debate. A lista é longa e possui um viés de utilização - ou seja, aqueles mais utilizados consequentemente originam mais casos de reação alérgica.

O alergista aponta que os antibióticos estão entre os mais comuns em casos de alergia a medicamentos. “Há também que se ressaltar que a reação adversa a anti-inflamatórios não hormonais, como salicilatos e dipirona, também é muito comum, apesar de tecnicamente não ser uma reação alérgica e sim uma anomalia farmacológica”, explica.

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