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Repelente contra dengue pode ser prejudicial a bebês.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda o uso de repelente contra dengue apenas após os 6 meses de idade da criança. Antes disso, o produto pode causar alergias e reações tóxicas. O cuidado também deve ser tomado na hora de escolher o tipo de produto, levando-se em consideração as suas substâncias químicas.



O uso de repelente é mais uma das medidas adotadas para combater o mosquito Aedes aegypti, que além da dengue também transmite a chikungunya e o Zika vírus. Esse último é responsável pelo recente surto de casos de microcefalia em bebês de várias regiões do Brasil.

Efeitos do repelente contra dengue

A SBD emitiu uma nota com orientações sobre o uso de repelente contra dengue, alertando principalmente que crianças até 6 meses de idade não devem utilizar o produto.

Repelentes de qualquer tipo podem ser prejudiciais ao bebê e provocar reações alérgicas, pois nessa idade a pele é ultradelicada. Além disso, as substâncias químicas podem ser absorvidas, causando reações tóxicas.

A partir dos 6 meses até os 2 anos de idade, é indicado o uso de repelentes que contenham na sua fórmula a substância IR3535, que possui duração de até quatro horas. A aplicação deve ocorrer apenas uma vez por dia.

Para crianças entre 2 e 7 anos, são recomendados repelentes com essa substância e também com Icaridina 20-25%, com duração de dez horas, ou DEET infantil 6-9%, cuja duração pode chegar a seis horas. Nesses casos, a aplicação deve ocorrer até duas vezes ao dia.

Os repelentes para crianças a partir de 7 anos de idade podem conter as mesmas substâncias, com aplicação até três vezes ao dia.

Outras recomendações importantes quanto ao repelente contra dengue são as formas de aplicação. O produto não deve ser usado embaixo das roupas, mas, sim, apenas nas áreas que ficarão expostas. Além disso, o excesso pode causar intoxicação.

Ao utilizar também outros cosméticos, como hidratante ou filtro solar, é preciso esperar secar e aplicar o repelente após 15 minutos, sendo sempre a última camada. Na hora de passá-lo nas crianças, um cuidado importante é não utilizá-lo próximo das mucosas (olhos, nariz, boca) e nem nas mãos dos pequenos, pois eles podem levar o produto à boca.

De acordo com a SBD, estudos científicos mostram que a icaridina 20-25% fornece maior proteção contra o Aedes aegypti que o DEET (dietiltoluamida) 6-9%. Por isso, ao procurar por um repelente contra dengue, opte pelos que contenham a primeira substância.

Outras maneiras de prevenção

Outras medidas podem ser tomadas para prevenir o mosquito transmissor. Entre elas estão o uso de repelentes elétricos, que liberam inseticidas, e a instalação de mosquiteiros e telas em janelas, portas, berços e camas. Isso evita a entrada do inseto em casa.

A aplicação de repelentes em spray sobre o mosquiteiro também aumenta sua eficácia.

Além disso, prefira roupas claras, com manga longa e calça comprida. Evite peças escuras, que atraem o mosquito, ou muito coladas ao corpo, pois elas permitem a picada.

Outra dica é manter o ambiente resfriado com ar condicionado ou ventiladores, o que ajuda a espantar o mosquito.

E não se pode esquecer da principal forma de prevenção: o combate à proliferação do Aedes Aegypti. Eliminando os focos de água parada em vasos de plantas, caixas d’água abertas, pneus e baldes, é possível evitar que o inseto sobreviva e procrie.

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