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O que fazer com os cães na hora dos fogos de artificio dos jogos da Copa?

Copa do Mundo, decoração verde e amarela: dia de jogo de futebol. Durante as partidas, o que não faltam são gritos, apitos, cornetas e fogos de artifícios para comemorar os gols e lances do jogo. Porém, o que para muita gente é sinônimo de comemoração e alegria pode ser um verdadeiro pesadelo na vida dos animais.


Com o rabinho entre as pernas e o coração acelerado, a maioria dos bichinhos fica muito assustada com os fortes ruídos que são comuns nas grandes festividades - alguns deles, com o passar do tempo, desenvolvem até mesmo fobias ao ouvirem esses barulhos. Cães mais confiantes e equilibrados também não escapam: eles podem se assustar com as explosões e acreditarem, realmente, que estão em uma situação de perigo.

Nessas horas, colo e doses extras de carinho são a melhor alternativa para minimizar o pavor do cãozinho, certo? Errado. De fato, carinho nunca é demais. Porém, agir dessa forma com seu camarada só irá fazer com que ele acredite que tem motivos reais para sentir medo. Confira algumas dicas de veterinários para passar tranquilidade para seu mascote nesses momentos e ainda por cima curtir os jogos da Copa.

O pânico não é causado pela intensidade do som, mas sim pela sensação de perigo

'Época de São João, virada de ano, essas comemorações sempre foram um problema', conta Ronaldo Ramade, referindo-se aos fogos de artifício. Segundo o veterinário, isso acontece porque a audição dos cachorros é muito sensível e cerca de quatro vezes mais apurada que a dos humanos: 'O cão consegue ouvir uma frequência que não é audível ao ser humano, então, às vezes, um ruído que pra gente não incomoda, pode atormenta-lo', disse Ronaldo.

O estresse causado pelos estrondos é tanto que os cãezinhos podem acabar se machucando ao tentarem se esconder em algum lugar e, não raro, acabam fugindo de casa. Eles babam, tremem e entram, literalmente, em pânico. 'Tem animais que têm até crises convulsivas de tanto estresse', contou Ronaldo. O que muita gente não sabe é que, mais do que a intensidade dos barulhos altos, o que realmente deixa os cachorros atormentados é a sensação de perigo causada por esses ruídos.

Estrondos lembram relâmpagos, árvores caindo, tempestades e a ideia de que algo grande e poderoso se aproxima - afinal, foram os antepassados dos cães que escaparam dessas adversidades que mais tiveram chance de sobreviver. É por isso que, às vezes, determinados sons não assustam tanto os cãezinhos dentro de casa, mas se um móvel cair ao lado dele ou um trovão ruir lá fora, ele se assustará; é o instinto de sobrevivência falando mais alto.

Em quais casos a sedação é a melhor saída?

Alguns cães se assustam com os barulhos, mas outros têm, realmente, pânico. Isso pode acontecer devido a algum trauma causado em um primeiro contato com um estrondo mais forte - afinal, se um barulho o apavorar, outros similares poderão causar um efeito parecido no cãozinho. Assim, alguns pets já começam a tremer quando notam os indícios de uma tempestade se formando (trovões) ou uma agitação maior na casa em determinadas épocas (leia-se: eles notam a presença de apitos e cornetas que, mais tarde, acompanharão os temidos fogos de artifício).

Para esses casos, Karen Pemp, veterinária da Clínica Forte dos Animais, indica a sedação. 'Em um cachorro que é muito agitado, tem taquicardia, fica muito nervoso e pode ter convulsões, é indicada a sedação oral', afirmou. A médica alerta que esse método deve ser sempre orientado por um profissional, uma vez que deve ter a quantidade de gotas específica para cada tipo de animal.

Assim como Karen, Ronaldo também diz prescrever tranquilizantes quando o animal for muito estressado, nervoso e não tiver problemas de saúde ou cardiovasculares: 'A melhor saída é sedar o animal, dar um 'tranquilizantezinho' para ele acalmar e colocá-lo em um ambiente que tenha menos som, o menor ruído possível para mantê-lo mais tranquilo', conta o médico. Ele ressalta a importância de deixar o cão em um ambiente fechado para diminuir a probabilidade de acidentes e o impacto sonoro. 'Isso minimiza o problema, eles ficam mais calminhos e dormem', diz Ronaldo.

Atitudes para tomar na hora dos fogos, apitos e gritarias durante as partidas da Copa

Para quem ainda resiste aos benefícios da sedação em situações como essas, a boa notícia é que existem algumas maneiras de amenizar os barulhos ensurdecedores e deixar seu cãozinho um pouco mais tranquilo. Muitos cães procuram lugares para se esconder enquanto estão com medo. Experimente deixar petiscos e os brinquedos favoritos dele por perto desse local para que ele se sinta ainda mais seguro.

A doutora Karen ainda alerta para a presença dos donos em um momento tão sensível quanto esse: 'É indicado ter alguém da família em casa junto aos animais que não forem acostumados a ficarem sozinhos, eles podem ficar desesperados', disse a veterinária. Ainda que o cão permaneça paradinho, embaixo de algum móvel, por exemplo, a sua presença já bastará para dar a ele mais segurança.

Conforme já alertou Ronaldo Ramade, é indicado que, nessas horas, os cãezinhos estejam em locais seguros e fechados. Primeiro, por causa do isolamento acústico (tente encobrir o som dos fogos de artifício com música bem alta, rádio ou até mesmo a TV) e depois, para prevenir possíveis acidentes e fugas. Nessas horas, algodão nos ouvidos para amenizar os sons externos pode não ser uma boa ideia: 'Algodão no ouvido não resolve e pode deixa-los ainda mais nervosos e estressados, eles ficam sacudindo a cabeça', comentou Karen.

Comece já a acostumar seu cãozinho aos barulhos mais fortes para evitar pânico e acidentes na próxima partida

Para prevenir reações estressantes típicas de datas comemorativas como a Copa do Mundo, Karen diz que se deve acostumar o cachorro aos poucos. 'Hoje em dia tem a homeopatia e calmantes naturais para o animal que é estressado há algum tempo. As pessoas veem o resultado e a melhora depois de dois ou três meses' contou a veterinária.

Além da homeopatia, outros métodos simples podem suavizar o pânico dos cães nessas horas. Tente gravar um CD com barulhos de tempestades e trovões para que ele se acostume, aos poucos. Outro modo é associar os fogos a algo que seu cachorro goste, dando-lhe um petisco, cafuné ou brinquedo, por exemplo.

FONTE: Estilo MSN

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