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Investir em mulheres é questão de sobrevivência.

Empresárias discutem como é possível criar condições para que mulheres se desenvolvam e como estas ações são essenciais para a sustentabilidade dos negócios e da economia.

As mulheres já são mais de 50% da população mundial, tomam seus espaços nas empresas e se estabelecem, aos poucos, em postos de liderança. "Somos 51% da economia mundial e mães da outra metade", afirmou a ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para Mulheres, em seu discurso de abertura no Women's Forum Brazil 2014, evento que aconteceu entre os dias 26 e 27 de maio, em São Paulo, e discutiu como as lideranças femininas podem contribuir para uma economia próspera.


São muitos os desafios para que as mulheres sejam encaradas como protagonistas na economia. "É preciso que as empresas entendam que o investimento social, em especial, nas mulheres, deve estar no centro de seus negócios, por uma questão de sobrevivência", afirmou Penny Abeywardena, do Clinton Global Initiative. "Quando a gente olha para um negócio, como a empresa de varejo, mais de 80% das decisões de compras são feitas por mulheres e são elas que podem também suprir nossa carência de mão-de-obra. As empresas que conseguirem atrair essas mulheres serão as vencedoras", completou Daniela De Fiori, vice-presidente de Assuntos Corporativos no Walmart Brasil.

Oportunidades

Ao longo do evento, a educação foi destacada como um dos principais agentes transformadores nesse cenário em que as lideranças femininas ainda não são completamente reconhecidas. A empresária Ana Paula Chagas destacou a importância do treinamento. "Educação é a única forma de se aceitar a diversidade, de se conseguir independência, liberdade e autoconfiança. É o melhor caminho para se escolher os melhores representantes. Invistam em sua educação."

Segundo as palestrantes, não adianta, porém, apenas oferecer cargos e treinamentos sem que seja oferecida uma estrutura para que a mulher aceite a oportunidade e se mantenha ali. É preciso pensar também em políticas de permanência, tanto no âmbito público, quanto no privado. "O governo tem que promover sua parte, assegurar a licença maternidade, creches públicas e outras direitos. E as empresas também têm seu quinhão, como por exemplo, permitir horários flexíveis para que as mulheres possam se aperfeiçoar sem fazer mais renúncias do que já fazem", afirmou Nilcéa Freire, a ex-ministra que instaurou a Lei Maria da Penha no Brasil e representante da Fundação Ford no Brasil.

A nova geração

É importante também que os empresários tenham em vista os anseios e preocupações dos Millennials, geração nascida entre 1982 e 2004. "Em 2016, 80% da força de trabalho será composta por esses jovens, a sustentabilidade do nosso negócio depende de entender essa geração", afirma Ana Malvestio, direitora da PWC Brasil.

A empresa desenvolveu uma pesquisa em mais de 18 países, com 40 mil respondentes. Nela foi possível observar algumas características dessas jovens mulheres. Elas são mais escolarizadas, com 55% dos diplomas universitários, são mais confiantes que as gerações passadas e 56% delas entendem que estão aptas a atingir um nível superior nas empresas em que trabalham. E mais importante: 97% delas querem uma vida mais equilibrada.

"Nesse ponto, uma coisa importante é desmitificar o que é o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Tudo tem um preço, o importante é que a mulher saiba o que ela quer e o que faz sentido para ela. A mulher pode sim escolher ficar em casa e cuidar de seus filhos, isso pode ser uma opção, mas se ela quiser se desenvolver profissionalmente, isso terá um custo", afirma Ana.

Mulheres inspiradoras

A influência de mulheres inspiradoras também é um ponto importante para que essa nova geração que se desenvolve. Modelos a serem seguidos são essenciais na hora do crescimento profissional. Christina Lopes, especialista señior da empresa de investimento Global Strategic Associates, dá sua dica para sobreviver em um mercado dominado por homens, como o financeiro: "Escolher uma mentora, uma mulher que você possa se inspirar, e se aproximar dela é uma forma de traçar objetivos e sobreviver naquela área."

Personagens como Dagmar Garroux, Ana Paulo Togo e Rosa Pimentel também são perfeitas para assumirem esses postos de exemplo. À diretora de Revista Claudia, Paula Mageste, as três deram seus depoimentos nas sessões Amazing Woman.

Dagmar Garroux, mais conhecida como Tia Dag, é a fundadora da Casa do Zezinho, um centro comunitário no Capão Redondo que promove atividades culturais para jovens, crianças e suas famílias. Ana Paula Togo é do Espírito Santo e conseguiu, mesmo nascendo na periferia de sua cidade, montar um negócio no setor de tecnologia e gerar uma rede de empreendedoras. Já Rosa Pimentel conseguiu construir, a base de doações, uma fundação e um hospital especializado em tratamento cardíaco para crianças. "Nunca tive empregos, sempre tive responsabilidades. Sou movida por elas.sou movida por elas", afirmou.

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