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Ensinando a gastar.

Uma coisa que me tira do sério em casa é o consumismo exagerado dos meus filhos. Certa vez, de férias com várias colegas deles, tive um surto... mesmo! Era tanto “mãe, compra pra mim”, “eu quero muito...”, “mas só uma coisinha!” Baixei uma regra  e/ou brincadeira pelo final de semana: proibido dizer os verbos COMPRAR, QUERER, DESEJAR. A criançada topou o desafio e quando começou a apelar para o PRECISAR TER ... aí expliquei a diferença entre precisar = necessitar para sobrevivência, de desejar = gostar de ter.



Voltamos com mais trocados no bolso e menos bugiganga na mala. Em casa o controle do consumismo funciona porque tenho minha herança de pão-duro que é um obstáculo e tanto aos caprichos das crianças. O pai é o contrapeso (como pede o equilíbrio doméstico), mais permissivo em relação a débitos e mais generoso em relação a créditos.

Só que conforme meus filhos vão crescendo, aumenta na mesma proporção o poder argumentativo deles e a negociação na hora de comprar/ganhar as coisas. Como ainda estão amadurecendo também nesse quesito financeiro, é normal que tenham vários tropeços e exageros, aí é que entra a mãe chata.

Na minha maneira de ver, estou educando-os financeiramente. Já falei disso aqui uma vez, em Dinheiro não dá em árvore, mas agora tenho uma novidade descoberta pela jornalista expert em educação financeira, Patricia Broggi, do livro "Falando de Grana": um cofrinho auto-gerenciável, que discrimina verba e uso conforme as necessidades da vida cotidiana. 

A ideia veio de um site americano que distribuiu esse modelo da foto ao lado, onde há as divisões: spent, save, investe e donategastar, poupar, investir e doar. Dá pra fazer uma versão do modelo em casa, com porquinhos de tamanhos diferentes, por exemplo. O importante, eu penso, é começar a orientar as crianças sobre esse verbos: GASTAR, POUPAR e DOAR.

Vou contar como fazemos em casa. Bruna, por exemplo, sempre quer pegar um chiclete ou uma balinha no restaurante por quilo onde almoçamos antes da escola. Primeiro eu veto a frequência, porque doce todo dia é um problema para os dentes; depois porque de centavo em centavo, aí vai uma nota no fim do mês. “Ah, mãe... mas eu quero tanto!”. Então, separe as moedas do seu cofrinho para esse gasto! Pronto, é a divisão GASTAR. Só que a Bruna também quer tanto o celular novo no Natal para o qual os tios e avós contribuíram com dinheiro ao longo do ano... Então, guarde o dinheiro maior para isso! 

Portanto, essa é a divisão POUPAR (e se for mais dinheiro pode ser INVESTIR). A mais abstrata até agora era a divisão DOAR, porque não supunha que ela saísse nos faróis distribuindo moedinhas, portanto, trabalhamos com a separação do valor e usamos para comprar alimento não perecível, doado na última campanha da escola – a Bruna se sentiu muito importante doando o litro de óleo que ela comprou com as próprias economias. E eu me senti mais confortável sabendo que minha pão-durice, afinal, foi vista como uma maneira criativa de ensinar minha filha o verdadeiro valor dos verbos SABER GASTAR. E você, quais as estratégias familiares para educar financeiramente seus filhos com criatividade?

VIA

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