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De mãe pra mãe - Cuidar de menina

Era uma vez um homem que depois de muito estudar e trabalhar decidiu formar uma família. Ele se casou, teve uma menina e cinco anos depois, um garoto. Tão logo o menino começou a andar, o pai comprava carrinhos para o filho brincar. E a coleção de carrinhos crescia muito e muito. Um dia, conversando com a mulher sobre isso, ela lhe disse que havia um exagero naquilo. O homem, respirou fundo, e assumiu: “cada carrinho que compro ao nosso filho, compro um pra mim também. Estou satisfazendo o menino que eu fui...”

Quem me contou a história foi o doutor Leonardo, pediatra dos meus filhos e amigo da minha família. Sempre pensei nela como um exagero de meninos... Até que fui mãe de menina.


E percebi que lá no íntimo, bem naquela parte em que só nós conversamos com nós mesmas, faz diferença ser mãe de menino e de menina. Não diferença na quantidade do amor, mas na qualidade da sua manifestação. Nem pior, nem melhor, diferente. Acho que um pouco o que quis dizer o médico: pais revivem sua infância, nos bons e nos maus aspectos, na convivência com seus próprios filhos.
Penso que a relação de uma garota com sua mãe tem uma simbologia bem concreta: vestidos, perfumes, maquiagem, bolsa, salto alto, colares, pulseiras, anéis e todo o arsenal que compõe a nossa vida cotidiana de mulher. Meninos pequenos até podem se encantar com o brilho dessas coisas, brincar junto da mãe, mas uma hora ou outra acabam se afastando. Esse universo feminino paralelo é o cartão de identidade de uma mãe e filha. Mesmo que nenhuma das duas seja ícone de vaidade – como é o caso meu e da minha filha – esse apreço pelo belo e delicado, é um dos elos que unem a gente.
Desembaraçar um longo cabelo, por exemplo, tem cena mais feminina? Claro que pais podem executar a tarefa com o mesmo zelo e eficiência. Mas falo de se entregar ao momento com a tenacidade de uma Penélope que tece e desfia seu bordado... Um instante de poesia, uma mãe repetindo com a filha a mesma cena de um passado em que a mulher era a criança, entre aflita e embevecida pela presteza das hábeis mãos de outra mãe, desembaraçando fios e pensamentos.
Pentear o cabelo da Bruna é um dos meus momentos preferidos na nossa rotina, quando falamos baixo e calmo, sobre tudo e nada, podemos falar de um problema na escola, podemos falar da nova cor de gloss. Podemos compartilhar nosso universo feminino sem nada dizer.


Ser mãe de uma menina, pra mim, é a chave para a passagem secreta da minha infância. É quando sento no chão e revivo minhas brincadeiras de garotinha. Quando reencontro minha mãe e ressinto e “re-sinto” nossa convivência. Você já experimentou essa sensação? Pois tente voltar no tempo e se lembrar de quando brincava que era a mãe das suas bonecas, de quando cuidar de cada uma e fingir que dava papinha e levava pra passear era nossa agradável diversão. Acho que é nesse cantinho do passado que mora a ternura, o amor e a delícia que chamamos de maternidade. Dali podemos nos reabastecer para o que é a parte da maternidade que é responsabilidade, dedicação e renúncia. Reencontrar a menina que fomos e reviver o sonho de ser mãe, todo dia, todo dia, todo dia...





Faça do seu filho um adulto do bem



Seu filho pode não gostar a princípio, mas as ideias desta reportagem são valiosas para fazer dele uma pessoa melhor para o resto da vida.
Civilização começa em casa. Da arrumação da cama a valores básicos, como verdade e responsabilidade, o núcleo duro da educação segue estável, mas o século 21 trouxe novos códigos e desafios para pais empenhados em criar filhos equilibrados. Há verdadeiros presentes que você pode entregar (mesmo que as crianças não enxerguem dessa forma no primeiro momento e se sintam frustradas) com a certeza de estar cumprindo seu papel de educar.

Para criar esse "pacote" pedagógico funcional, ouvimos pais e três feras: Ceres Araújo, psicóloga especializada em crianças e adolescentes e professora de pós-graduação em psicologia na PUC-SP; Silvia Viegas, educadora, coordenadora do ensino fundamental na Es­cola Viva, em São Paulo; e a consultora financeira Elaine Toledo, de São Paulo.

1. Facebook só depois dos 13

A idade mínima exigida pelo regulamento do Facebook é 13 anos, e a empresa recomenda que até os 18 anos o perfil seja fechado ao público. Para a psicóloga Ceres Araújo, é importante tentar cumprir a regra. Hoje, as crianças em geral mentem a idade para registrar o perfil - mas Ceres diz que os pais não devem compactuar com a mentira. Aliás, o impasse que as redes colocam para todos nós é exatamente este: a mentira e a criação de falsas identidades. "Criança não deve entrar. Se ela quiser estrear aos 13, sua atividade na rede precisará ser monitorada até a maioridade", opina. "E os pais têm direito de conhecer a senha dos filhos enquanto eles forem menores de 18 anos." O conselho da psicóloga: desde o início, combine com o adolescente que de vez em quando o pai ou a mãe entrarão no mural dele. Faça isso com ele por perto, pois monitorar não é invadir. Explique os motivos da atitude alertando sobre questões de segurança e privacidade na rede e o risco da aproximação de pessoas com identidades falsas. Peça que conte quando surgir qualquer contato que cause estranheza.

2. Regule o uso de Celular

Mais importante do que fixar regras é mostrar o sentido de liberar ou proibir em certos momentos, acredita a educadora Silvia Viegas. Na escola onde ela trabalha, funciona assim: os adolescentes do ensino médio podem portar celular, mas devem desligá-lo em sala de aula. Já no ensino fundamental, é simplesmente proibido. Se o aluno insistir, o aparelho será recolhido e devolvido ao responsável. "No horário escolar, os pais sabem que a criança está lá. Proibimos quando percebemos que muitas crianças não interagiam mais, ficavam no seu canto, entretidas com fotos e joguinhos. A escola deve estimular o convívio e as trocas pessoais", afirma Silvia. Na opinião dela, o papel dos adultos é mostrar que as escolhas dependem de reflexão e acordos. "Nossa orientação aos pais é que expliquem às crianças os motivos da compra e as condições de uso - seja de celular, de computador, seja de tablet etc. Isso os ajudará a perceber qual é a melhor hora para oferecer um aparelho ao filho."

3. Delegue tarefas em casa

Guardar os brinquedos, fazer a própria cama, ajudar a pôr e tirar a mesa das refeições, enrolar os brigadeiros da festa... São muitas as possibilidades de uma criança pequena participar das atividades da casa. Com a idade, as tarefas podem ficar mais complexas. "É possível ensinar tudo de um jeito lúdico e criativo", sugere Ceres Araújo, para quem a prática desenvolve a autonomia e combate o egoísmo. "A criança percebe que ela tem um papel, que aquilo que faz pode beneficiar a todos. Isso é valioso para o presente e o futuro, mas geralmente as mães brasileiras poupam os filhos." Aqui, o hábito de contratar empregadas domésticas dificultou ou adiou a colaboração dos pequenos em casa. Mas essa é uma tendência em declínio, e o estímulo das competências tende a crescer. Cabe aos pais educar os pequenos para desenvolver essa inteligência do­més­tica.

4. Estimule a cultura

Mais do que simples entretenimento, as viagens e os passeios ao cinema ou ao museu ampliam o relacionamento com pessoas diferentes e o hábito da reflexão. "O contato com outras culturas oferece novos modos de ler o mundo", diz a educadora Silvia Viegas. Cada família pode adaptar a vida cultural ao seu orçamento. Ouvir música e ver um bom vídeo em família são também bons programas.

5. Dê mesada a partir dos 7

É importante que a criança já conheça as notas e moedas e saiba fazer contas simples. Na faixa de 6 a 7 anos, ela já tem essas noções e, com acompanhamento de adultos, será capaz de desenvolver a capacidade de controlar a mesada. "O grande benefício - e também o maior desafio - é fazer escolhas com uma quantia limitada de dinheiro", acredita a consultora financeira Elaine Toledo, autora de Saiba Mais para Gastar Menos (Alaúde). Para ela, educação financeira nada mais é do que ensinar a pensar, com foco na economia. A mesada pode ajudar a criança a conter impulsos e assimilar o que significa adiar uma compra, poupar, avaliar o custo de um objeto de desejo e os benefícios (e prejuízos) das opções que faz. O valor, porém, é relativo e deve acompanhar os hábitos e os acordos de cada família. "Se é para a criança comprar lanche na escola ou para um sorvete nos fins de semana, a quantia, claro, vai depender dos lugares que ela frequenta." No cálculo, considere que a mesada só será educativa se exigir administração e reflexão sobre os gastos - se for alta demais, perde a função pedagógica.

6. Menos papo, mais exemplo

O exemplo sempre foi a base da educação, mas, em tempos de politicamente correto, com tantos discursos vazios, tornou-se ainda mais valioso. "Não adianta a mãe dizer que é importante respeitar as pessoas se a criança a vê destratando funcionários", explica Silvia Viegas. Adolescentes estão muito atentos a isso e se ressentem da incoerência dos adultos que falam uma coisa e fazem outra. Esse item do pacote pedagógico obriga os pais a questionar seus valores. De que vale enaltecer a verdade e depois pedir à criança para dizer ao telefone que você não está em casa? Só o adulto que souber honrar a palavra terá como ensinar isso aos seus filhos.

Via

I Love My Hair

Lembram da Vila Sésamo ou Sesame Street? Pois bem, Joey Mazzarino, editor chefe dessa série americana, utilizou um de seus bonecos e criou um vídeo para incentivar a relação positiva de sua filhinha com seu cabelo.

A pequena nasceu na Etiópia e foi adotada por ele e sua esposa ainda bebê. Com o passar dos anos, observando a filha brincar com suas bonecas, perceberam que ela se queixava do seu cabelo e que ficaria muito feliz se fosse loira e tivesse cabelos lisos.

A resposta amorosa dos pais para a filha foi ao ar em um episódio da série e também postada no YouTube. A repercursão surpreendeu Joey, pois mulheres negras de várias idades e de vários países se identificaram e se emocionaram com o vídeo.

A vida é mais leve e divertida quando a gente se ama e se aceita, não?

Bem, com tudo isso, você deve estar curiosa, não é? Assista ao vídeo, compartilhe com suas amigas, família e ame seu cabelo!


You also love your hair !

Manual prático para viajar com os filhos


Chegou o verão. E, com ele, a necessidade de planejar as férias das crianças. Por comodismo, a melhor opção é sempre a mais fácil: um hotel de lazer, uma casa na praia, um sítio, casa dos avós ou qualquer lugar onde não falte diversão para a molecada, enquanto os adultos relaxam com um livro, uma caminhada. Você já viu esse filme. Nada mais justo. Nas férias, todo mundo quer descansar. É duro assumir que sob essa escolha, em prol do comodismo, perde-se a oportunidade sem preço de usar as férias para proporcionar uma experiência enriquecedora para as crianças- e, junto com elas, vivenciar algo diferente. Afinal, viagens são momentos marcantes em nossas vidas, principalmente na infância. E claro que vivê-los na companhia dos pais é um privilégio para filhos de qualquer idade. Quando bem aproveitada, a jornada traz uma preciosa oportunidade de aproximação e aprendizado. E não é necessário ir muito longe.

O primeiro passo é deixar de lado o medo e a preguiça; e partir com bom planejamento e segurança para fora da zona de conforto. Viajar com a molecada não é (nem deve ser) uma empreitada cansativa. A seguir, descubra as melhores formas de viajar por aí de acordo com a idade de seus filhos.

Fique tranquilo :Doenças de verão saiba como tratar e prevenir

Com a chegada do verão, as crianças de férias tendem a passar mais tempo ao ar livre, em contato umas com as outras. Nessa época do ano, algumas doenças apresentam aumento de incidência. De acordo com a pediatra Eliana Bondi, professora de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), com alguns cuidados é possível evitar grande parte delas.
“A principal orientação é prever o dia na praia ou na piscina. Ter mudas de roupas extras, beber água, reaplicar o filtro solar de hora em hora e preparar um lanche balanceado que não estrague no calor já são atitudes que evitam boa parte das complicações”, diz Eliana.

A seguir, confira uma lista com as doenças de verão mais comuns entre as crianças:

  • 1
    Conjuntivite
    De acordo com os autores do livro “O primeiro ano do seu bebê” (Editora CMS, 288 páginas, R$ 89), a conjuntivite pode surgir também em bebês pequenos. O problema deixa os olhos inflamados, vermelhos e pode ocorrer a liberação de pus, que forma uma substância grudenta.   “Quando associada à gripe, a conjuntivite costuma ser viral e pode ser tratada com a aplicação de compressas de algodão com água fria e fervida. Se não houver melhora em poucos dias, procure um médico. Ocasionalmente, a conjuntivite é causada por uma infecção bacteriana, que exige o uso de colírio antibiótico ou pomada”, explicam os autores do livro. A pediatra Eliana Bondi conta que também existem a conjuntivite alérgica, que causa coceira, além de uma forma causada por queimadura solar. “Crianças expostas ao sol por tempo prolongado podem apresentar queimadura solar nas pálpebras. Para verificar se o problema existe, basta puxar as pálpebras e identificar se existe uma linha esbranquiçada na área avermelhada. Para resolver o problema, pingue colírio do tipo lágrima artificial”, explica Eliana. 
  • 2
    Otite
    Passar o dia mergulhada na água da piscina pode ser o suficiente para a criança ficar com o ouvido inflamado. A otite pode ser causada por fungos ou bactérias e costuma provocar zumbido e dor intensa. A pediatra Eliana Bondi recomenda a visita ao médico para tratar o problema. “A inflamação no ouvido também pode ser causada pelo uso excessivo de cotonete. Não recomendo remover a cera dos ouvidos das crianças ou introduzir o cotonete profundamente para limpar a região. Ele pode ser usado apenas para higienizar a região externa do ouvido”, diz a pediatra. 
  • 3
    Impetigo
    O impetigo é uma doença de pele causada pelo desequilíbrio na população da bactéria naturalmente encontrada na pele. Picadas de inseto e pequenos machucados podem ser a porta de entrada para a formação de uma ferida. De acordo com os autores do livro “Primeiro ano do seu bebê”, “a lesão costuma ser vermelha e infecciosa e pode apresentar pequenas bolhas com líquido, que desenvolverão uma casca amarela. Costuma surgir no rosto, mas pode se espalhar por outras partes do corpo. É preciso procurar um médico, que irá receitar creme antibiótico ou remédios. A erupção é extremamente contagiosa. Para evitar que a criança se reinfeste, tenha cuidado especial com a higiene das roupas”.
  • 4
    Diarreia
    De acordo com a pediatra Eliana Bondi, o problema pode surgir após um longo dia na praia, devido a uma gastrointerite. “Crianças não devem comer salgadinhos, peixes ou camarões vendidos na praia, já que desconhecemos a procedência e o modo de preparo. O ideal é preparar o lanche antes de sair de casa. Sanduíches com queijos pasteurizados e frios que não precisam de resfriamento, como o salame, são bem-vindos. Não esqueça de incluir um líquido para hidratar, que pode ser água de coco, sucos ou achocolatados em caixinhas. Para os bebês, prepare mamadeiras pequenas com água e leite materno. Dessa forma você evitar desperdiçar o alimento, já que ele precisa ser descartado caso a criança não beba tudo”, informa a pediatra.
  • 5
    Insolação
    Eliana Bondi explica que a insolação costuma ser causada pela distração da mãe. O problema costuma causar mal estar, dores de cabeça, náuseas e tontura. “Passar o dia todo sob o sol não é recomendado para nenhuma criança. Mesmo nos horários considerados próprios para o banho de sol, ela deve fazer pausas nas brincadeiras, ficar na sombra e beber água. A criança que passa o dia mergulhada na piscina também corre risco de apresentar insolação, já que o espelho d’água reflete a luz solar, aumentando a intensidade dos raios”, explica a pediatra Eliana Bondi.
  • 6
    Micose
    As micoses são infecções de pele causadas por fungos. A pediatra Eliana Bondi explica que deixar bebês e crianças o dia todo com sungas e biquínis molhados é uma das principais causas do problema. “Quando a criança sai da água é preciso trocar por uma muda de roupa limpa e seca, já que o atrito com a roupa pode agravar o problema. Bordas de piscinas, vestiários e lava-pés também podem favorecer esse tipo de parasitose. Para evitar o contágio, as crianças devem estar sempre de chinelo”, diz a pediatra. 


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