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Enxaqueca catamenial - Entenda a dor de cabeça que acontece durante o ciclo menstrual



Ela começa cerca de dois dias antes e pode perdurar por até dois dias depois do início da menstruação. Muitas vezes é acompanhada de intolerância à luz e ao barulho, além de enjoo e mal estar. Conhecida por cerca de metade das mulheres, a enxaqueca catamenial é aquela dor de cabeça que acontece durante o ciclo menstrual e precisa ser corretamente diagnosticada e tratada. 
O estrógeno e progesterona são os principais hormônios que regulam o ciclo menstrual na mulher. Esses hormônios permanecem em níveis elevados até bem próximo ao início da menstruação, quando então seus níveis no sangue caem. É justamente essa oscilação hormonal, principalmente devido à diminuição dos níveis de estrógeno no sangue, que causa a enxaqueca catamenial. Isso porque um dos papéis do estrógeno é controlar os níveis cerebrais de serotonina, o hormônio do bem-estar. Quanto mais estrógeno, mais serotonina e, quando os níveis de estrógeno caem, os níveis de serotonina também caem. A redução da serotonina causa o aumento no organismo da chamada substância P, que atua causando vasodilatação - e é justamente esta vasodilatação a causa da enxaqueca. 
A enxaqueca pode ser acompanhada de oscilações do humor, cólicas menstruais e dores nas mamas, fazendo parte da conhecida tensão pré-menstrual, ou TPM. Mesmo as mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais não estão livres desse tipo de enxaqueca, pois na "pausa" da tomada do medicamento também acontece esta diminuição do estrógeno.
Muitas vezes é necessário que a mulher troque o anticoncepcional na tentativa de evitar a enxaqueca catamenial. As pílulas normalmente contém estrógeno e progesterona em diferentes dosagens a depender da marca - são chamadas de anticoncepcionais combinados. Algumas pílulas de dosagem hormonal mais baixa são menos associadas à enxaqueca.
Para mulheres mais predispostas a ter a enxaqueca catamenial ou associada à pausa do anticoncepcional, as pílulas que contem apenas progesterona podem ser uma opção, além do uso dos anticoncepcionais de forma continuada, sem pausa. Uso de anti-inflamatórios alguns dias antes da menstruação também pode reduzir a enxaqueca e os sintomas da TPM.

Veja alguns alimentos que podem aumentar o nível de estrogênio e diminuir a dor:

Produtos de soja
Os produtos da soja, como o leite de soja e o tofu, aumentam os níveis de estrogênio. Para provar que a soja é bom para você, há um argumento em curso sobre a utilização da fórmula de leite de soja para crianças em que alguns afirmando que os fitoestrógenos presentes afetam as crianças do sexo masculino.

Chá de hortelã
Hortelã é consumido para controlar o crescimento excessivo de pêlos em mulheres, reduzindo a testosterona. O consumo de dois copos por dia vai ajudar a aumentar os seus níveis de estrogênio.

Inhame, batata doce e mandioca
A raiz do inhame selvagem tem sido usada durante séculos para aumentar os níveis de estrogênio. Em tribos africanas, a farinha de mandioca, batata doce e inhame são usadas para aumentar a fertilidade também. Isso explica por que algumas mulheres africanas davam à luz seis ou mais crianças sem problemas.

Linhaça
Além de ser um limpador do cólon, a semente de linhaça tem fitoestrógenos como a soja. Ela tem altos níveis de fibras e deve ser acompanhada com muita água para evitar entupimentos.



Via  - Via

Previna a enchaqueca

Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC), cerca de 30 milhões de brasileiros sofrem de enxaqueca e, dentre esses, 75% são mulheres. "Muitas podem ser as causas da enxaqueca, desde problemas tensionais, normalmente associados ao estresse, até resultantes de tumores, aneurismas, medicamentos fortes e até ressaca", ensina a especialista.

Quem sofre com a dor insuportável sabe o quanto é difícil ficar simplesmente esperando que ela passe. Mas, para além dos vários tratamentos para o problema, existem alguns hábitos que quem quer se livrar de vez da enxaqueca, deve abandonar. Confira a lista abaixo:



Abuso de analgésicos
Quem abusa de analgésicos para se livrar da dor, ou seja, toma mais de um comprimido por semana corre o risco de alimentar a própria dor. "O analgésico bloqueia todos os mecanismos de defesa natural para combate da dor de cabeça. O uso prolongado e indiscriminado desse tipo de medicamento faz com que o corpo fique dependente do medicamento", explica a neurologista Claudia Klein, especialista do Minha Vida.

Em outras palavras, o organismo fica viciado a tal ponto que passa a "produzir" a dor para que o analgésico precise agir. Além disso, o analgésico também impede a produção de serotonina, hormônio neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e relaxamento, agravando a dor depois de certo tempo. "Muitas pessoas costumam tomar o analgésico ao menor sinal de dor e, assim, esquecem de tratar o problema. É preciso buscar tratamentos reais com medicação indicada o médico especialista", aconselha Claudia Klein. 
 


Má alimentação
De acordo com a neurologista, alguns alimentos devem ser evitados por quem sofre de enxaqueca, como, por exemplo, o aspartame, condimentados, leite e derivados, alimentos cítricos, chocolate e café. "Esses alimentos contêm substâncias que interagem com a bioquímica cerebral do organismo, alterando a ação de determinadas enzimas e diminuindo a quantidade de serotonina, hormônio ligado à enxaqueca", explica Claudia Klein. Além disso, a especialista afirma que pior do que o consumo desses alimentos, é ficar em jejum por tempo prolongado - mais de 4 horas sem comer - ou ter uma alimentação baseada em frituras e doces, por isso, ter um cardápio equilibrado e controlado é uma ótima medida preventiva. 
 


Tabagismo
Que fumar é uma bomba para o organismo, todo mundo já sabe. A novidade é que, além de todos os males, a nicotina ainda é associada à alteração da circulação sanguínea e enrijecimento dos vasos sanguíneos, o que, segunda a neurologista Claudia Klein, também pode acabar provocando a enxaqueca. Além disso, um recente estudo norueguês publicado pela revista médica Neurology avaliou seis mil estudantes e descobriu que o tabagismo, associado ao sobrepeso e ao sedentarismo, triplica as chances de jovens desenvolverem enxaqueca. Os autores disseram não ter ficado claro se esses fatores do estilo de vida provocam a cefaleia ou se eles agem mais como desencadeadores em jovens já vulneráveis. Pelo sim, pelo não, é melhor prevenir e ficar longe do cigarro. 
 


Ser sedentário
Um dos grandes males da população, o sedentarismo afeta em muitos aspectos a qualidade de vida. Além de contribuir para o surgimento de obesidade, hipertensão, diabetes e problemas cardíacos, o sedentarismo é uma porta aberta para a enxaqueca.

Uma pesquisa conduzida na Suécia demonstrou que pessoas que se envolvem em um programa de atividades aeróbicas apresentam queda significativa na frequência e intensidade das dores de cabeça crônicas e enxaqueca. O programa de treinamento aplicado na pesquisa consistia em treino de 40 minutos de bicicleta ergométrica praticada três vezes por semana.

"A pessoa que sofre de enxaqueca já tem uma produção baixa de serotonina, e os exercícios físicos estimulam a produção desse hormônio. Se a pessoa não fizer nenhum tipo de atividade que compense essa baixa, vai ser difícil reverter o quadro", explica a neurologista Claudia Klein. 



Consumir álcool
Como a enxaqueca é um problema de origem vascular, cuja dor é provocada pela contração e dilatação dos vasos sanguíneos, o consumo de bebidas alcoólicas pode ser uma opção ruim para quem lida com o problema. A especialista Claudia Klein explica: "As bebidas alcoólicas quando ingeridas em excesso provocam dilatação dos vasos do corpo e do cérebro, o que acaba acentuando o incômodo da enxaqueca." 



Se render ao estresse
Tudo o que gera estresse e desequilíbrio para o organismo pode agravar a enxaqueca de quem já tem predisposição. Trabalho em excesso, ficar sem comer por muito tempo, nervosismo, insônia ou dormir pouco, chateação e outros problemas emocionais podem ser uma porta aberta para a dor incômoda. Quem sofre com os dramas do estresse, deve procurar tratamento. Buscar métodos, como massagem e acupuntura, e dar mais valor ao momentos de lazer e relaxamento são atitudes importantes. "A acupuntura é bem eficiente, pois provoca microestímulos que ajudam o corpo a recuperar o equilíbrio de forma natural", garante a neurologista Claudia Klein.

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