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Fábrica troca homens por mulheres, cria 'vale-salão' e dobra produtividade.


Em meio às faíscas e ao barulho da linha de produção, lábios com batom e rostos maquiados. Na fábrica de equipamentos industriais Dimensão Máquinas, em Trindade (GO), são as mulheres que fazem o trabalho pesado.

Desde que passou a contratar força de trabalho feminina para atuar na linha de produção, em 2009, o empresário Francisco Luciano Alves de Jesus, 37, diz que a produtividade aumentou e os negócios começaram a prosperar.

Jesus diz que, enquanto três homens demoravam 45 dias para produzir um equipamento, o mesmo número de mulheres fazia o serviço em metade do tempo. No ano, eles produziam a média de oito peças e elas, 16.

"Com os homens, tinha dificuldade para dividir tarefas porque eles eram mais orgulhosos. Já as mulheres trabalham melhor em equipe, o que possibilitou o aumento no quadro de funcionários e, consequentemente, a produtividade."

Dicas para impulsionaram a independência feminina.


Entrada no mercado de trabalho e a modernidade dos eletrodomésticos colaboraram com a independência delas. Concordam?

Mercado de trabalho, eletrodomésticos, pílula. Saiba o que influenciou as mulheres a fazer suas próprias escolhas:

TRABALHO: A industrialização proporcionou a inclusão das mulheres no mercado de trabalho, movimento crescente no Brasil a partir das últimas décadas do século 20. Se antes elas estavam somente nas fábricas e escritórios e em funções mecânicas, hoje comandam equipes e empresas. Donas do próprio sustento, as mulheres levantaram suas bandeiras de independência em vários outros aspectos das suas vidas, entre eles a opção ou não pelo casamento.

ELETRODOMÉSTICOS: Esfregar e torcer roupas, bater bolo à mão, molhar a barriga na pia de louça ou esquentá-la no fogão. As máquinas chegaram para resolver as tarefas domésticas que tomavam um tempão de nossas vidas. Os primeiros eletrodomésticos foram desenvolvidos no século 19, impulsionados pela ampliação das redes de energia elétrica na Europa e nos EUA. No Brasil, surgiram no início do século 20, importados, e só mais tarde foram desenvolvidos no país.

Mulheres negociam menos salário do que os homens, diz pesquisa.

Segundo uma pesquisa do site de empregos Catho, 26,4% dos profissionais não aceitam a primeira proposta de salário quando recebem uma oferta de emprego. O número varia conforme o gênero e a situação no mercado de trabalho.

Dos entrevistados que rejeitaram a primeira proposta salarial, 36,1% são homens empregados e 24,1% mulheres na mesma situação. Os homens desempregados somam 27,6% e as mulheres sem emprego representam 17,4%.

Segundo Luís Testa, diretor de marketing da Catho, as mulheres aceitam mais facilmente as ofertas salariais por múltiplas razões. Uma delas é a competitividade do mercado de trabalho entre gêneros.

"Apesar da diferença salarial entre homens e mulheres estar diminuindo, ela ainda existe. No mercado de trabalho, as oportunidades para as mulheres são mais limitadas", diz. Segundo ele, isso faz com que as mulheres tenham mais medo de rejeitar uma oferta.

Além disso, há o fator do desemprego: "É normal que em uma situação de desemprego a pessoa aceite a primeira proposta mais rápido", afirma.

De acordo com Testa, a negociação salarial logo no início do trabalho é importante.

"O profissional deve saber como está o mercado de trabalho, e se o salário que ele tem ou pretende está na média do oferecido", afirma o diretor.

Segundo ele, a negociação também varia de acordo com a idade, e principalmente com a experiência.

Os dados da pesquisa comprovam: 27,6% dos entrevistados que já tiveram um emprego anterior recusaram a primeira oferta de salário, enquanto apenas 8,6% dos que estão no primeiro trabalho quiseram negociar o valor oferecido.

O levantamento também mostra que a negociação salarial é maior nos cargos mais altos. Do total de entrevistados que não aceitaram a primeira proposta, 62,2% eram diretores; 46,3%, gerentes; 34,2%, coordenadores e supervisores e 25,1% analistas.

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