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Aprenda como tratar uma coceira insuportável.


De caspa ao bicho geográfico, coceiras pelo corpo podem indicar muitos problemas. De piolho e alergia a estresse, este incômodo pode ser sinal de um algumas de doenças. Saiba identificar e combater cada tipo.

Cabeça e couro cabeludo

Conhecida como caspa, a dermatite seborreica é a causa mais comum para o incômodo na região. Ela se manifesta onde há maior produção de óleo pelas glândulas. Resultado: couro cabeludo, sobrancelhas, cantinhos do nariz e até as orelhas coçam. “Alterações hormonais, presença de fungo, estresse, clima seco, frio e mudanças de temperatura agravam o quadro”, diz Vivian. Outras possíveis causas para coceira na cabeça são pediculose (piolho), micose e foliculite.

Como tratar
Não existe cura definitiva para a caspa. “Remédios à base de anti-fúngicos, corticoides, ácido salicílico e enxofre controlam os sintomas”, afirma a médica. Já a foliculite, infecção dos folículos capilares por bactérias, pode exigir o uso de antibiótico. Loções e xampus específicos combatem o piolho.

Partes íntimas

A causa mais comum é a candidíase, infecção provocada por fungos que produz corrimento e geralmente está associada à queda da imunidade, ao uso de antibióticos, anticoncepcionais e corticoides, à gravidez e ao diabetes. A coceira pode ainda ser alérgica, pelo uso de produtos de higiene, ou um sintoma de doenças sexualmente transmissíveis, como HPV, gonorreia ou clamídia.

Como tratar
O tratamento da candidíase varia de acordo com a causa e só um médico poderá indicá-lo. A gonorreia e a clamídia são tratadas com antibióticos. Já a infecção pelo vírus HPV exige cauterização se houver lesão no colo do útero.

Pés

Coceira nos dedos dos pés? Deve ser micose. Bem comum, a popular frieira é transmitida por contato (se compartilhou objetos de manicure, pode estar aí a origem do seu problema). Entre os sintomas, estão manchas avermelhadas e descamação nas bordas (que aumentam de tamanho). Outra causa comum é bicho-geográfico, parasita presente nas fezes de cães e gatos, que penetra na pele e faz um caminho como se fosse um “mapa”.  Como tratar: Para combater a frieira, usa-se antifúngico.

Como tratar
O processo é longo: “Pode levar até seis meses”, avisa Vivian Lopes Bueno, especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Já para curar o bicho-geográfico, usam-se pomadas específicas ou vermífugos. Uma dica preventiva: seque bem os pés e evite usar calçados e meias por mais de um dia.

Olhos

Bem, aqui, há grandes chances de ser conjuntivite, que vem acompanhada de vermelhidão, inchaço e secreção. Ela pode ser viral, bacteriana ou alérgica. Vale dizer que só a causada por bactéria é contagiosa. Dermatite de contato alérgica (por conta do uso de uma maquiagem, por exemplo) e doenças que levam a olhos secos, como a síndrome de Sjogren, a artrite reumatoide e o lúpus são outras causas.

Como tratar
Em geral, usam-se colírios e antibióticos para o tratamento da conjuntivite, mas só um oftalmologista pode indicá-los, ok? Já para melhorar olho seco são indicados lubrificantes oculares, em colírio ou pomada.

Nos bastidores da coceira é que mora o perigo

Se a coceira não acaba nunca, é melhor buscar ajuda. Isso porque um quadro de coça-coça crônico pode ser sintoma inicial de uma doença mais séria, como hepatites B e C, alguns tipos de câncer, caso do linfoma e do trato digestivo e infecções por HIV. “Às vezes, o diagnóstico dessas doenças é feito por um médico dermatologista, justamente por causa da coceira”, diz Vivian Bueno.

VIA

Será que remover a casquinha dificulta a recuperação da pele tatuada?

Braços, pernas, nuca ou costas. Atualmente é difícil encontrar uma pessoa que não tenha pelo menos uma tatuagem no corpo por mais discreta que seja. Que o processo é doloroso, todo mundo sabe, mas quais cuidados que devem ser tomados logo depois que o desenho é feito nem sempre são colocados em prática da forma adequada no processo de recuperação da pele.

Nesta hora, muitas dúvidas surgem na cabeça, que envolvem desde a alimentação correta a se fazer durante o período até a frequência de hidratação do tecido cutâneo. Para acabar com os principais mitos e verdades que rondam o tema, confira, a seguir, algumas informações cruciais.

Chocolate e fritura dificultam a cicatrização da pele
Verdade. As restrições alimentares estão principalmente relacionadas ao consumo excessivo de carne de porco, fritura e chocolate, pois pode provocar alergia na pele sensibilizada e, com isso, acarretar na má cicatrização. O ideal é evitar esses alimentos por, em média, 15 dias.

A tatuagem deve higienizada com delicadeza nos primeiros dias
Verdade. Logo depois de ter feito a tatuagem, evite molhá-la para não remover a tinta ainda fresca. Nos dias seguintes, recomenda-se evitar o uso do sabonete, ou optar por formulações específicas para seu tipo de pele para evitar irritação. Por fim, evite esfregar o desenho com a toalha.

As casquinhas na pele podem ser removidas
Mito. Geralmente, a pele fica irritada por até 72 horas. Neste período, é comum a área formar uma casquinha e descamar, porém ela não deve ser removida, pois essa camada protege o organismo de possíveis inflamações. Contudo, se passar o período indicado e a região ainda estiver descamando, é fundamental consultar um especialista.

Soluções hidratantes facilitam a recuperação
Verdade. É recomendado o uso de cremes à base de ureia e óleo de amêndoa para manter a pele hidratada, evitando que a casca formada pela ferida rache e solte a tinta antes do tempo. Porém, nos primeiros dias, deve haver cautela na quantidade aplicada: opte por uma camada fina, suficiente para “melecar” a pele.

Nos primeiros dias, bater no local tatuado causa queloide
Mito. Os machucados ocasionados depois de a tattoo feita não induzem ao problema cutâneo. “A formação do queloide decorre de predisposição genética. A própria tatuagem pode levar a isso e não os ferimentos subsequentes”, diz Marcia Monteiro, especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Tomar sol desbota a tinta do desenho
Mito. A perda de cor só acontece se a aplicação da tinta não tiver sido feita corretamente. “A tatuagem não desbota durante a exposição solar se o pigmento utilizado for de boa qualidade e aplicado na profundidade adequada da pele”, informa Ana Célia Xavier, dermatologista do Hospital São Camilo, de São Paulo.

PURA VERDADE. Irritada pela agulha e pela tinta usada na tatuagem, a pele forma uma casquinha que não deve ser removida, pois ela protege o organismo de possíveis inflamações. Além disso, é preciso lembrar-se de aplicar soluções hidratantes sobre a área para evitar que haja fissura e ressecamento. Deixe registrado nos comentários seus cuidados com a pele logo depois de ter feito uma tatuagem.

VIA
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