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Faça do seu filho um adulto do bem



Seu filho pode não gostar a princípio, mas as ideias desta reportagem são valiosas para fazer dele uma pessoa melhor para o resto da vida.
Civilização começa em casa. Da arrumação da cama a valores básicos, como verdade e responsabilidade, o núcleo duro da educação segue estável, mas o século 21 trouxe novos códigos e desafios para pais empenhados em criar filhos equilibrados. Há verdadeiros presentes que você pode entregar (mesmo que as crianças não enxerguem dessa forma no primeiro momento e se sintam frustradas) com a certeza de estar cumprindo seu papel de educar.

Para criar esse "pacote" pedagógico funcional, ouvimos pais e três feras: Ceres Araújo, psicóloga especializada em crianças e adolescentes e professora de pós-graduação em psicologia na PUC-SP; Silvia Viegas, educadora, coordenadora do ensino fundamental na Es­cola Viva, em São Paulo; e a consultora financeira Elaine Toledo, de São Paulo.

1. Facebook só depois dos 13

A idade mínima exigida pelo regulamento do Facebook é 13 anos, e a empresa recomenda que até os 18 anos o perfil seja fechado ao público. Para a psicóloga Ceres Araújo, é importante tentar cumprir a regra. Hoje, as crianças em geral mentem a idade para registrar o perfil - mas Ceres diz que os pais não devem compactuar com a mentira. Aliás, o impasse que as redes colocam para todos nós é exatamente este: a mentira e a criação de falsas identidades. "Criança não deve entrar. Se ela quiser estrear aos 13, sua atividade na rede precisará ser monitorada até a maioridade", opina. "E os pais têm direito de conhecer a senha dos filhos enquanto eles forem menores de 18 anos." O conselho da psicóloga: desde o início, combine com o adolescente que de vez em quando o pai ou a mãe entrarão no mural dele. Faça isso com ele por perto, pois monitorar não é invadir. Explique os motivos da atitude alertando sobre questões de segurança e privacidade na rede e o risco da aproximação de pessoas com identidades falsas. Peça que conte quando surgir qualquer contato que cause estranheza.

2. Regule o uso de Celular

Mais importante do que fixar regras é mostrar o sentido de liberar ou proibir em certos momentos, acredita a educadora Silvia Viegas. Na escola onde ela trabalha, funciona assim: os adolescentes do ensino médio podem portar celular, mas devem desligá-lo em sala de aula. Já no ensino fundamental, é simplesmente proibido. Se o aluno insistir, o aparelho será recolhido e devolvido ao responsável. "No horário escolar, os pais sabem que a criança está lá. Proibimos quando percebemos que muitas crianças não interagiam mais, ficavam no seu canto, entretidas com fotos e joguinhos. A escola deve estimular o convívio e as trocas pessoais", afirma Silvia. Na opinião dela, o papel dos adultos é mostrar que as escolhas dependem de reflexão e acordos. "Nossa orientação aos pais é que expliquem às crianças os motivos da compra e as condições de uso - seja de celular, de computador, seja de tablet etc. Isso os ajudará a perceber qual é a melhor hora para oferecer um aparelho ao filho."

3. Delegue tarefas em casa

Guardar os brinquedos, fazer a própria cama, ajudar a pôr e tirar a mesa das refeições, enrolar os brigadeiros da festa... São muitas as possibilidades de uma criança pequena participar das atividades da casa. Com a idade, as tarefas podem ficar mais complexas. "É possível ensinar tudo de um jeito lúdico e criativo", sugere Ceres Araújo, para quem a prática desenvolve a autonomia e combate o egoísmo. "A criança percebe que ela tem um papel, que aquilo que faz pode beneficiar a todos. Isso é valioso para o presente e o futuro, mas geralmente as mães brasileiras poupam os filhos." Aqui, o hábito de contratar empregadas domésticas dificultou ou adiou a colaboração dos pequenos em casa. Mas essa é uma tendência em declínio, e o estímulo das competências tende a crescer. Cabe aos pais educar os pequenos para desenvolver essa inteligência do­més­tica.

4. Estimule a cultura

Mais do que simples entretenimento, as viagens e os passeios ao cinema ou ao museu ampliam o relacionamento com pessoas diferentes e o hábito da reflexão. "O contato com outras culturas oferece novos modos de ler o mundo", diz a educadora Silvia Viegas. Cada família pode adaptar a vida cultural ao seu orçamento. Ouvir música e ver um bom vídeo em família são também bons programas.

5. Dê mesada a partir dos 7

É importante que a criança já conheça as notas e moedas e saiba fazer contas simples. Na faixa de 6 a 7 anos, ela já tem essas noções e, com acompanhamento de adultos, será capaz de desenvolver a capacidade de controlar a mesada. "O grande benefício - e também o maior desafio - é fazer escolhas com uma quantia limitada de dinheiro", acredita a consultora financeira Elaine Toledo, autora de Saiba Mais para Gastar Menos (Alaúde). Para ela, educação financeira nada mais é do que ensinar a pensar, com foco na economia. A mesada pode ajudar a criança a conter impulsos e assimilar o que significa adiar uma compra, poupar, avaliar o custo de um objeto de desejo e os benefícios (e prejuízos) das opções que faz. O valor, porém, é relativo e deve acompanhar os hábitos e os acordos de cada família. "Se é para a criança comprar lanche na escola ou para um sorvete nos fins de semana, a quantia, claro, vai depender dos lugares que ela frequenta." No cálculo, considere que a mesada só será educativa se exigir administração e reflexão sobre os gastos - se for alta demais, perde a função pedagógica.

6. Menos papo, mais exemplo

O exemplo sempre foi a base da educação, mas, em tempos de politicamente correto, com tantos discursos vazios, tornou-se ainda mais valioso. "Não adianta a mãe dizer que é importante respeitar as pessoas se a criança a vê destratando funcionários", explica Silvia Viegas. Adolescentes estão muito atentos a isso e se ressentem da incoerência dos adultos que falam uma coisa e fazem outra. Esse item do pacote pedagógico obriga os pais a questionar seus valores. De que vale enaltecer a verdade e depois pedir à criança para dizer ao telefone que você não está em casa? Só o adulto que souber honrar a palavra terá como ensinar isso aos seus filhos.

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Como usar perfume no verão?


Nenhuma estação nos deixa mais com vontade de prolongar a sensação de banho tomado do que o verão. Mas como passar pelo calorão de 40 graus com a dignidade de quem acabou de tomar uma ducha? As prateleiras estão cheias de opções que prometem deixar um cheirinho inesquecível até nos dias mais quentes. Mas como escolher?

As altas temperaturas aumentam a transpiração e com ela a propagação no ar de qualquer essência colocada sobre a pele. Por isso, o ideal é investir em produtos com fragrâncias compostas por notas cítricas, florais suaves ou aromáticas verdes e frutadas, mais leves e refrescantes.

— Procure por produtos menos concentrados, com menor poder de fixação sobre a pele, como “eau de toilette”, colônias, “body splashes” ou desodorantes. Isso evita aquela famosa dor de cabeça, tanto em quem usa o perfume, quanto em quem está ao redor — aconselha a dermatologista Vivian Amaral, do Rio de Janeiro.

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